Quantas armadilhas a vida ainda irá preparar? Estou presa em uma teia de galhos, cheguei aqui enquanto andava pela floresta da vida e caí em uma emboscada. Não é a primeira, e tenho certeza que não é a última. A vida nos faz sonhar alto, alto demais, sabemos que iremos cair e quebrar uma perna ou duas, um braço ou dois, mas continuamos a pensar que somos pássaros e que nos garantimos lá no alto.
Somos avisados que as coisas não são como falam. Mas sempre o mesmo lado ganha essa discussão. É mais ou menos assim:
Vida: Venha por aqui, sonhar alto é bom, você consegue chegar lá em cima. Finja que é leve e tem asas, como um pássaro, e pegue voo.
Eu: Mas e se eu cair? Ainda não aprendi a voar!
Vida: Eu te ensino! Mas devo avisar que existem caçadores que podem acertar alguma coisa em você, porém sei que você é esperta o bastante para se desviar deles.
Eu (comovida com o elogio): Eu... eu... eu... (respiro fundo) Aceito.
E então, depois de um ou dois dias, uma pedra me acerta e tritura meus sonhos fúteis. A vida conhece o ponto fraco de cada um, e usa ele como uma arma.
Dizem que aprendemos com os erros, mas erramos consecutivamente, e se aprendemos com as armadilhas, por que continuamos caindo nelas?
Nós vivemos em uma floresta com armadilhas, e depois que caímos mais uma vez nelas (reparem no "mais uma", já estamos até acostumados!) as lágrimas continuam a escorrer por nosso rosto e a molhar a terra da floresta, ou melhor, a regar a terra da floresta. É como diz aquela antiga música, "ouça-me bem, amor, preste atenção, o mundo é um moinho".
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