Qual o sentido de provar a existência do amor? Um dia todos saberão. Por que tantos duvidam? Por que imaginam uma sociedade onde ninguém é de ninguém? Essa deve ser uma terrível desculpa pra quem não sabe quem é. É um subterfúgio, mas assim como ninguém consegue provar a existência do amor, como você pode provar o contrário?
Nesse dia onde as nuvens esconderam o sol você chegou para mim, me provou quem eu sou.
Eu de repente nos imaginei em uma época diferente, sentados em um banco de praça, você com terno e gravata em um dia que estava razoavelmente quente e toda vez que eu perguntava se não estava com calor você respondia que estava acostumado. Me imaginei com um vestido lavanda, pelo joelho, com um sapato branco e com o cabelo enrolado em um penteado artificial de filme e com um chapéu. Nos imaginei andando por ruas não movimentadas com os braços entrelaçados, eu com a cabeça encostada em seu ombro, satisfeita. Imaginei você me levando um buquê de flores escondido nas suas costas. Imaginei uma época mais distante, onde eu era uma princesa e você o príncipe predestinado a ser meu pela eternidade. Me imaginei com um vestido comprido lilás, com a saia armada, com um sapato de salto, um coque perfeito no cabelo e uma coroa em minha cabeça, imaginei uma luva branca em minha mão e uma carruagem onde eu andava com você, elegantemente vestido como um príncipe...
Sacudi a cabeça voltando ao presente.
Agora estávamos apenas em uma praça. Embaixo de uma árvore. Eu sentada e você de pé. Eu lendo um livro e você querendo puxar assunto. Eu sorrindo simpática estendendo a mão e você hesitante e tímido. Você se sentando perguntando sobre o livro e eu tagarelando detalhes insignificantes, você pareceu não se importar.
O sol apareceu e nós piscamos cegos, depois rimos em harmonia, o som ecoou em meus ouvidos e eu o fitei sorrindo...
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