Encosto a minha cabeça na janela do carro e o completo silêncio da manhã nublada me faz pensar, pensar em tudo, me faz responder perguntas retóricas, me faz repassar milhões de conversas em minha cabeça.
Quando saio do carro e ando rápido para chegar, o quanto antes, à rotina de cada dia.
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Volto andando, volto pensando, o sol em cima de minha cabeça, tentado clareá-la.
Em cada vidro vejo o reflexo de quem eu sou, e imagino o reflexo de quem eu quero ser.
Passo na frente da casa antiga e melancólica até chegar ao meu refúgio, até ser eu de novo, até voltar ao meu normal — seja ele qual for.
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