Eu sentia no meu físico a dor de estar longe.
Naquele papel, onde estavam as palavras de despedida, mostrando o quão distante você está dela, ela derramava lágrimas incansavelmente, ou melhor, as lágrimas é que não se cansavam de cair por seu rosto.
Utopia.
Acho que isso explica o porque de tantas lágrimas derramadas. Ela era sonhadora e ele á iludia.
O papel estava mole como um tecido, de tanto que ela desgastou a sua fibra dobrando e desdobrando, não acreditando no que lia. Tem locais que ele apertou a caneta tão forte que quase rasgou aquele papel frágil, onde não conseguia demostrar seus sentimentos, ele não era aberto para isso.
Como poderiam dar certo? Se tudo conspirava contra eles? Se os dois tinham tantas diferenças? Eles pareciam almas gêmeas, feitos um para o outro, e era assim na cabeça da sonhadora, mas ele era realista e enxergou a realidade. Ela não queria acreditar, mas não tinha mais volta.
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